Da redação
O empresário paulista Sérgio Nahas, de 61 anos, condenado pelo assassinato da esposa Fernanda Orfali, de 28 anos, em 2002, foi preso em Praia do Forte, Bahia, no último sábado (17). Nahas foi localizado em um condomínio de luxo após ser reconhecido por câmeras de videomonitoramento e reconhecimento facial. Segundo a polícia, ele circulava livremente pelo local, onde havia passado a lua de mel com Fernanda seis meses antes do crime.
O assassinato ocorreu no apartamento do casal, em Higienópolis, São Paulo, após Fernanda pedir a separação e confrontar o marido por uso abusivo de cocaína e um relacionamento extraconjugal. O Ministério Público pediu a condenação por homicídio qualificado, enquanto a defesa alegou suicídio. Entretanto, Nahas foi condenado por homicídio simples a sete anos em regime semiaberto, pena posteriormente aumentada para oito anos e dois meses.
A defesa de Nahas afirmou ao Estadão que ele sofre de problemas de saúde e não pretendia se manter foragido. Durante o tempo em que recorreu da condenação, Nahas permaneceu em liberdade. Em junho de 2025, o juiz Roberto Zanichelli Cintra expediu o mandado de prisão e incluiu o nome do empresário na lista da Interpol.
Ao ser preso, Sérgio Nahas não resistiu. Com ele, a polícia encontrou 17 pinos de cocaína, três celulares, um carro Audi, cartões de crédito e medicamentos. O irmão da vítima, Júlio Orfali, declarou: “Sempre acreditei que minha irmã não tinha se matado e merecia justiça”, lamentando a demora de 23 anos para a punição.
Segundo o advogado da família, Davi Gebara, o poder aquisitivo de Nahas contribuiu para a demora no processo, “com apresentação sucessiva de recursos e embargos”. O crime ocorreu antes da promulgação da Lei Maria da Penha (2006) e da Lei do Feminicídio (2015).





