O volume de serviços no Distrito Federal cresceu 0,8% em fevereiro de 2026, na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. O resultado sucede a retração de 2,2% registrada em janeiro e indica retomada no curto prazo.
Na comparação com fevereiro de 2025, o avanço foi de 4,5%. No acumulado em 12 meses, o setor registra expansão de 8,1%. Considerando o desempenho no ano, o crescimento chega a 8,3% frente ao mesmo período anterior.
No cenário nacional, o desempenho é mais moderado. O volume de serviços no país avançou 0,1% na comparação mensal e 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, além de registrar crescimento também de 2,7% no acumulado em 12 meses.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o resultado local evidencia maior dinamismo da economia distrital, mesmo em um ambiente macroeconômico adverso.
“O crescimento de 0,8% no DF, frente a 0,1% no país, e o fato de apenas 13 das 27 unidades da federação apresentarem resultado positivo mostram a força da economia local, mesmo diante do endividamento das famílias, da inflação e dos juros elevados”, afirma.
Receita cresce acima do volume
A receita nominal de serviços no DF avançou 1,6% em fevereiro na comparação com janeiro e apresentou alta de 8,5% frente a fevereiro de 2025, reforçando o movimento de expansão do setor.
Turismo tem desempenho desigual
O volume das atividades turísticas no Distrito Federal cresceu 0,2% em relação ao mês anterior, configurando o sétimo melhor resultado entre as unidades da federação.
Na comparação anual, porém, houve queda de 10,1%, o pior desempenho do país no período. Em nível nacional, o turismo registrou crescimento de 0,8% frente a fevereiro de 2025.
Desempenho por segmento
Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano anterior, o crescimento de 4,5% do setor de serviços no DF foi puxado principalmente por:
• Informação e comunicação: +16,7%
• Transportes, serviços auxiliares e correio: +2,5%
Por outro lado, alguns segmentos exerceram pressão negativa:
• Outros serviços: -7,0%
• Serviços prestados às famílias: -0,3%
• Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,5%
Fonte: Fecomércio-DF






