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Servidor da Prefeitura de São Paulo trabalhou em pré-campanha de Regina Nunes

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Da redação

Um servidor comissionado da Prefeitura de São Paulo, Breno de Souza Santos, é investigado por atuar durante o horário comercial na pré-campanha de Regina Nunes (MDB), primeira-dama e pré-candidata à Assembleia Legislativa. A exoneração de Breno foi publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira (13), após questionamento à gestão municipal.

Breno foi nomeado assessor na Secretaria Municipal de Direitos Humanos em julho de 2025 e recebia salário mensal de R$ 5.637, cumprindo jornada de 40 horas semanais. Stories publicados em seu perfil no Instagram registraram sua participação em atividades com Regina Nunes durante o expediente nos últimos dias.

A Prefeitura afirmou que o servidor “exerceu as atividades de sua atribuição, atuando em trabalhos externos e internos de edição de vídeos, publicações em redes sociais e demais atividades do setor de comunicação da pasta”. Segundo a administração, Breno solicitou exoneração no dia 7, e o desligamento passou a valer em 11 de junho.

Registros nas redes sociais mostram Breno em eventos da pré-campanha de Regina na semana anterior à exoneração. Entre as atividades estão gravações durante um evento de distribuição de ovos de Páscoa em abril, comemoração da torcida Gaviões da Fiel em fevereiro e visitas a abrigos de animais em Itapecerica da Serra.

A gestão municipal reiterou que “não há nada que comprove qualquer desvio de função”. “A Folha de S. Paulo recorre, mais uma vez, a uma perseguição sistemática para comprovar uma tese própria, sem fundamento”, informou em nota. Regina é uma das apostas do MDB para o Legislativo estadual.

Especialista em direito eleitoral, a advogada Ana Fuliaro declarou que o uso de servidor para campanha é vedado pela lei eleitoral, podendo levar à cassação de candidatura, multa e devolução de valores em caso de condenação. Os processos podem ocorrer também na esfera administrativa, conforme previsto na legislação vigente.