Da redação
A Lei do Salário Mínimo, criada em 1936 pelo então presidente Getúlio Vargas, completa 90 anos nesta quarta-feira (14). A data é celebrada por centrais sindicais, que destacam a importância histórica da legislação para os trabalhadores brasileiros e os desafios que ainda persistem.
Segundo João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, o salário mínimo é essencial, especialmente para categorias sem piso salarial, além de aposentados e pensionistas. “Ele acaba sendo um importante instrumento de distribuição de renda em nosso país”, afirma.
Juruna recorda a luta das centrais sindicais para garantir que o reajuste do salário mínimo se tornasse uma ferramenta de distribuição de renda. O dirigente destaca que o aumento real foi conquistado no Congresso Nacional, mas sofreu retrocesso nos governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando a correção ficou restrita ao INPC.
Ele ressalta que a política de reajuste com ganho real foi retomada no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora houve a volta do balizamento real, um pouco menor, o que é ainda importante, mesmo que menor”, declara Juruna.
As centrais sindicais reconhecem a relevância do salário mínimo ao longo das últimas nove décadas e defendem sua valorização contínua, avaliando que o tema segue fundamental para a distribuição de renda e a proteção dos trabalhadores brasileiros.






