Da redação do Conectado ao Poder
Anatel informa que a empresa não possui autorização para o serviço mobile no Brasil, mesmo após nova liberação nos EUA.

Os brasileiros não conseguem acessar a internet via satélite da empresa Starlink, pois a companhia não possui autorização da Anatel, a Agência Nacional de Telecomunicações, para operar a conexão em celulares no Brasil. Essa informação foi divulgada pela agência nesta sexta-feira, 1º de agosto.
Recentemente, foi anunciado que a Starlink lançou um serviço para smartphones, em parceria com a operadora americana T-Mobile. Desde a quinta-feira, 31 de julho, o novo serviço, que permite o envio de mensagens de texto e o compartilhamento de localização em áreas sem cobertura de celular, foi liberado para clientes da T-Mobile. Isso é possível por meio da tecnologia “direct-to-device”, que utiliza sua constelação de satélites.
Porém, a Anatel esclarece que, enquanto a tecnologia é viável em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos, no Brasil não há autorização para sua implementação. A agência afirma que a prestação de serviço móvel no país é regulamentada e requer a obtenção de licenças específicas, que a Starlink ainda não possui.
A Anatel destaca que, apesar de ter um ambiente regulatório mais flexível para a experimentação dessa tecnologia desde o ano passado, a Starlink não fez o pedido necessário para operar no Brasil. Outras empresas, como a ViaSat, já estão realizando testes com tecnologias similares no país.
A oferta de internet para smartphones pela Starlink depende da instalação de mini antenas de telefonia móvel em seus satélites de segunda geração. Apesar de não autorizar o serviço “direct-to-device”, a Anatel permitiu a operação de 7.500 unidades desses satélites mais modernos no Brasil.
O serviço “direct-to-device” da Starlink já está funcionando plenamente nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, graças a parcerias com operadoras locais. A tecnologia também está em fase de testes em países como Austrália, Canadá, Chile e Japão.
A expectativa é que a SpaceX formalize em breve um pedido à Anatel para explorar esta nova tecnologia no espectro da rede móvel, como parte de sua estratégia de expansão no setor de telecomunicações.






