Da redação do Conectado ao Poder
Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro admite participação em reuniões e é sentenciado por envolvimento em plano para manter o ex-presidente no poder

O Supremo Tribunal Federal condenou o tenente-coronel Mauro Cid a dois anos de prisão em regime aberto por sua participação na tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022. A decisão foi tomada com base no acordo de colaboração premiada firmado por Cid e homologado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Relator do caso, Moraes destacou que a colaboração do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro contribuiu de forma significativa para o avanço das investigações. O voto dele foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Como resultado, Cid foi sentenciado a cumprir a pena com restrições previstas para o regime aberto.
Durante os depoimentos prestados à Polícia Federal, Mauro Cid reconheceu ter participado de reuniões nas quais foram discutidas estratégias para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, Jair Bolsonaro e o general Braga Netto atuaram diretamente nas articulações, com pressão sobre o Ministério da Defesa para que fosse elaborado um relatório que questionasse a integridade do processo eleitoral.
As informações prestadas por Mauro Cid foram incluídas no inquérito que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Seus depoimentos detalham reuniões e movimentações do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo a elaboração de uma minuta de decreto para intervenção no Tribunal Superior Eleitoral.




