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STF está votando a descriminalização do aborto no Brasil; E você, é a favor?

Da redação do Conectado ao Poder

O STF abriu votação para a descriminalização do aborto até a 12° semana de gestação. No Brasil, a interrupção é autorizada em casos de estupro, quando apresentar algum perigo a saúde da mãe e quando a criança apresenta uma má formação do cérebro.

Em 2017, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) entrou com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta solicitava a legalização do aborto em até 12 semanas de gestação. De acordo com o partido, não permitir que mulheres decidam interromper ou não uma gravidez entra em desacordo com a Constituição Federal Brasileira.

Na última sexta-feira (22), o tema voltou a ser assunto no STF, e mesmo após um voto favorável da ministra Rosa Weber, a votação acabou sendo adiada e será decidida posteriormente em uma sessão presencial.

Em Brasília, mesmo após a decisão ter sido suspensa, a descriminação do aborto continua em destaque. Durante o programa Rota Atividade, na Atividade FM (107,1), os ouvintes demonstraram sua opinião e traçaram alguns possíveis desfechos caso a decisão seja promulgada. “Eu vejo o seguinte, nós estamos discutindo a interrupção de uma vida de um bebê que já possui toda a estrutura humana. Caso isso seja provado, eu prevejo um verdadeiro massacre velado em milhões de inocentes. Vai ser o seguinte, deu uma brincada, engravidou. Não quer? Tem responsabilidade? Mata e está resolvido”, avaliou o ouvinte Charles Rocha.

Apesar da proposta alegar está preocupada com o direito de escolha, liberdade e preservação a saúde de diversas mulheres, na opinião de Gleison Paulo, morador do Gama Oeste, a liberação da prática do aborto até os 3 primeiros meses de gestação, não é uma escolha positiva “Eu sou totalmente contra a legalização do aborto. Quem é a favor da legalização do aborto deveria se matar”. Durante a participação no Rota Atividade, uma ouvinte internacional também deixou sua visão sobre o assunto. “Aqui no Japão, não é proibido o aborto. É livre, você pode escolher se quer ter ou não. Agora eu não (sou a favor) por causa da minha religião eu sou contra, mas eu não sei, se for para deixar a criança na rua e não poder criar, eu acho que é melhor antes, logo no início”, pontuou.

A partir de agora, fica a critério do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, definir uma nova data para a votação presencial da proposta. Entretanto, vale destacar que, mesmo possivelmente sendo legalizado o aborto com até 3 meses de gravidez, os procedimentos não seriam aplicados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Para tal ação, é necessário a participação do Poder Executivo e de uma aprovação do tema no Congresso Nacional.

Serviço:

Programa Rota Atividade

Onde: Rádio Atividade – 107,1 FM

Quando: Segunda a sexta-feira

Horário: 6h às 8h