Da redação
O Irã atacou bases americanas no Bahrein e no Kuwait na madrugada de quinta-feira, segundo horário local de Teerã, após uma nova ofensiva dos Estados Unidos realizada após o presidente Donald Trump afirmar que o país seria atingido “com força” caso demorasse a fechar um acordo de paz para encerrar a guerra.
O Comando Central dos EUA (Centcom) declarou ter conduzido seu segundo dia consecutivo de “ataques de autodefesa”, justificando as ações como resposta à “agressão injustificada e contínua do Irã”. Explosões foram registradas no sul do Irã, próximo ao Estreito de Ormuz, onde sistemas de defesa aérea e alvos militares iranianos foram atingidos pelos EUA.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirmou ter atingido dois navios petroleiros que cruzavam o Estreito de Ormuz, na noite de quarta-feira. A mídia estatal iraniana informou que o estreito estaria “completamente fechado para todos os tipos de embarcação”, mas o Centcom contestou e assegurou que “navios comerciais continuam transitando para dentro e para fora do Estreito de Ormuz”.
Em sua publicação na Truth Social, Trump declarou: “Nós os atingimos com força ontem e vamos atingi-los com força novamente hoje”. O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de “prejudicar o processo diplomático com mensagens contraditórias”. O presidente iraniano Masoud Pezeshkian disse que o Irã “permanecerá firme diante de qualquer pressão ou ameaça”.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou que bombas atingiriam “instalações-chave no Irã” e destacou que o Irã perdeu oportunidades de acordo. Desde abril, quando EUA e Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, ambos vêm trocando ataques esporádicos, sem retorno a grandes hostilidades, mas com mediações paralisadas.
Segundo diplomatas, impasses persistem especialmente sobre o programa nuclear iraniano e as sanções econômicas dos EUA. O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o Oriente Médio “está sendo puxado cada vez mais para uma crise”, enfatizando que “não devemos minimizar os riscos de um ‘quase cessar-fogo’ se transformar em guerra total”.





