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Lula amplia vantagem sobre Flávio entre independentes após debate sobre tarifaço dos EUA


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento ocorreu após a polêmica sobre o possível aumento de tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil, tema em que Lula saiu fortalecido na opinião pública.

Segundo a pesquisa, Lula oscilou de 42% para 44% nas intenções de voto em simulação de segundo turno, enquanto Flávio caiu de 41% para 38%. A diferença, antes caracterizada por empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, evoluiu agora para uma liderança de seis pontos do petista.

No segmento dos eleitores independentes, Lula alcançou 37% contra 24% de Flávio. Ainda entre os independentes, os que afirmaram que não votariam somaram 30% e 9% se disseram indecisos. Em maio, Lula tinha 29% e Flávio, 31%, com 35% não votando e 5% indecisos.

No primeiro turno, Lula lidera com 39%, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 29%. Outras candidaturas somam 13%: Renan Santos e Ronaldo Caiado com 3% cada, Aécio Neves e Romeu Zema com 2% cada, Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Samara Martins com 1% cada. Três pré-candidatos não pontuaram.

Sobre a questão do tarifaço, 47% concordaram com a versão de Lula, entendendo que Flávio pediu novo aumento de tarifas; 35% acreditaram que o senador tentou evitar a medida junto ao ex-presidente Donald Trump. Ainda, 65% avaliaram que Flávio deveria ter evitado negociar com Daniel Vorcaro, enquanto 17% não enxergaram problemas nessa conduta.

O levantamento também abordou a designação das facções PCC e Comando Vermelho como terroristas pelo governo Trump, apontando que metade dos entrevistados considera que Flávio influenciou a decisão. A pesquisa revelou ainda queda na percepção de moderação do senador: 50% o consideram menos moderado, ante 47% no mês anterior.