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STF forma 2 a 0 para manter prisões de pai e primo de Vorcaro

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Da redação

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, votou neste sábado, 23, pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo de Daniel Vorcaro, do Banco Master. As prisões estão relacionadas à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura irregularidades no banco liquidado pelo Banco Central.

Segundo apurado, Henrique e Felipe Vorcaro foram detidos nos dias 14 e 7 de maio. Ambos são investigados em procedimentos decorrentes da operação, que investiga possíveis fraudes envolvendo a instituição financeira. Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, também é citado no contexto das apurações conduzidas pela PF.

O relator do caso no Supremo, ministro André Mendonça, já havia votado na sexta-feira, 22, pela manutenção das prisões em sessão virtual da Segunda Turma. Em seu voto, Mendonça apontou haver “fortes indícios de que os indivíduos integram uma complexa estrutura para a prática de crimes com uma profunda repercussão negativa na sociedade”.

O julgamento foi temporariamente suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o que concede prazo de até 90 dias para análise adicional do caso. Mesmo assim, Luiz Fux antecipou seu voto, formando um placar de 2 a 0 pela manutenção das prisões na turma composta por cinco ministros.

Conforme detalhou o relator, “não há outras medidas menos graves e ao mesmo tempo capazes de garantir a ordem pública, a aplicação da lei penal e o bom andamento da instrução criminal” além da prisão preventiva. Em relação a Felipe Vorcaro, Mendonça referendou que ele teria assumido papel relevante em transações financeiras investigadas por lavagem de dinheiro.

Além de Fux, Mendonça e Gilmar Mendes, a Segunda Turma do Supremo é composta pelos ministros Nunes Marques e Dias Toffoli. Contudo, Toffoli declarou-se suspeito para analisar processos referentes ao Banco Master e deixou a relatoria da investigação em fevereiro.