Da redação
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicou na noite de quinta-feira, 23, em Brasília, que não deve alterar, no momento, a sucessão do governo do Rio de Janeiro, contrariando o plano de Douglas Ruas (PL), novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), de assumir interinamente o comando do estado.
Douglas Ruas se reuniu com o ministro do STF para tratar da possibilidade, mas saiu do encontro sem perspectiva favorável. Ele já articula um “plano B” de se candidatar ao chamado mandato-tampão, caso a decisão sobre o novo governador fique a cargo dos deputados estaduais, onde desfruta de maioria. Atualmente, o governo fluminense está sem titular desde a renúncia de Cláudio Castro (PL), ocorrida no início de abril antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar sua inelegibilidade. Como não há vice-governador e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), também foi cassado, a chefia do estado passou ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.
A Alerj comunicou ao STF que está sob nova direção e solicitou o reconhecimento de Douglas Ruas na linha sucessória, o que lhe permitiria substituir o desembargador Ricardo Couto de Castro. Apesar do pedido, Zanin afirmou que “o STF não pretende rever o cenário atual até que o plenário retome o julgamento sobre a escolha do governador tampão para o Rio de Janeiro”. Segundo o ministro, Couto de Castro deve permanecer no cargo até decisão final da Corte.
O julgamento do STF está paralisado após pedido de vista do ministro Flávio Dino, feito logo após a publicação do acórdão da condenação de Cláudio Castro na noite de quinta-feira, 23. Antes da suspensão, o placar era de 4 a 1 a favor de uma eleição indireta na Alerj, sendo Zanin o único favorável à participação popular.






