Da redação
O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (WFP) suspendeu todas as operações no condado de Baliet, no estado do Alto Nilo, Sudão do Sul, após ataques armados a um comboio fluvial humanitário. A agência condenou os incidentes e pediu proteção imediata para o trabalho humanitário no país.
Entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro, um comboio do WFP transportando mais de 1,5 mil toneladas de alimentos e itens não alimentares foi atacado por jovens armados e saqueado por comunidades locais em Baliet. Embora as autoridades locais tenham garantido a segurança do comboio, não houve intervenção para impedir o saque ou recuperar os bens roubados.
O WFP declarou que manterá a suspensão das operações em Baliet até que a segurança seja assegurada e que o governo recupere os materiais saqueados. Além disso, a agência expressou preocupação com ataques recentes no estado de Jonglei, onde confrontos entre forças governamentais e grupos de oposição destruíram armazéns, unidades de saúde e outras infraestruturas humanitárias em Akobo, Ayod, Nyirol e Uror.
Segundo o WFP, restrições de acesso e ataques a comboios ameaçam a assistência para mais de 4,2 milhões de pessoas vulneráveis no Sudão do Sul. A insegurança obrigou a agência a suspender o pré-posicionamento de 12 mil toneladas métricas de alimentos antes do período de chuvas em Jonglei. O WFP atua no país com programas de assistência alimentar, apoio nutricional, refeições escolares, resiliência e assistência em dinheiro.
O coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Tom Fletcher, alertou que a crise no Sudão e o conflito regional agravam a situação humanitária, destacando a fome extrema, deslocamentos em massa e violência contra mulheres e meninas. Fletcher pediu mais apoio internacional, pressão por um cessar-fogo e garantia de acesso humanitário.






