Da redação
O superávit da balança comercial brasileira cresceu em maio, atingindo US$ 7,823 bilhões, conforme divulgado nesta quinta-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O aumento nas exportações de soja e cobre tornou este o quarto maior saldo para o mês desde o início da série histórica, em 1989.
Em maio, as exportações totalizaram US$ 31,904 bilhões, aumento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações somaram US$ 24,081 bilhões, alta de 5,3%. Os dois resultados são, respectivamente, o segundo maior volume para meses de maio em exportações e importações, conforme registros oficiais.
Nos cinco primeiros meses do ano, o saldo comercial alcançou US$ 32,662 bilhões, avanço de 34,2% frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Mdic, além da valorização das commodities, o resultado foi influenciado pela ausência de importação de plataforma de petróleo, realizada em fevereiro de 2025, e não repetida em 2026.
O setor agropecuário foi destaque nas exportações de maio, com alta de 9,8%, puxada pela soja, que cresceu 14,6%. O milho registrou aumento de 267,2%, e o algodão, de 45,3%. Em valores absolutos, a soja liderou a expansão, seguida pelo minério de cobre, que cresceu 149,4%.
Já nas exportações de petróleo bruto, houve queda de US$ 390,8 milhões, devido à redução de 42,1% no volume embarcado, atribuída à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação e aos impactos da guerra no Oriente Médio. Em contrapartida, o preço médio subiu 56,7%. O café também apresentou retração de 24,5% nas vendas externas em maio.
As importações foram impulsionadas sobretudo por veículos, cujo valor subiu US$ 833,5 milhões ante maio de 2025. O Mdic projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, enquanto estimativas do boletim Focus indicam saldo de US$ 76,2 bilhões, revisão feita após o início do conflito no Oriente Médio. O maior superávit recordado foi em 2023, com US$ 98,9 bilhões.







