Da redação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou que a neutralidade de partidos do centro político na disputa presidencial tem o objetivo de priorizar a formação das bancadas estaduais. As declarações foram feitas durante sabatina promovida pela rádio CBN e pelos jornais O Globo e Valor Econômico.
Segundo Tarcísio, o desempenho do PT e do presidente Lula nas regiões Norte e Nordeste justifica a neutralidade para candidatos desses estados, enquanto o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) seria vantajoso no Sudeste. O governador afirmou que partidos como MDB, Podemos, União Brasil, PP e Republicanos priorizaram “realidades locais” ao evitarem apoio direto a Lula ou Flávio. “Os partidos resolveram [manter neutralidade] para tentar otimizar ou obter o máximo de resultado no que diz respeito à formação de parlamentares”, disse.
O governador também abordou temas políticos, defendendo o sistema de voto distrital e criticando a reeleição. Tarcísio relatou que Flávio Bolsonaro protocolou uma proposta de emenda à Constituição para acabar com a possibilidade de reeleição e afirmou que este debate precisa avançar. Ele declarou: “Alguma coisa deixa de ser feita porque aquele incumbente começa a pensar: ‘poxa, tenho que me reeleger, não posso fazer isso, é impopular’”.
Tarcísio voltou a defender a privatização da Sabesp, atribuindo eventuais aumentos nas tarifas à troca de hidrômetros. Ao ser questionado sobre a letalidade policial em São Paulo, reconheceu os índices e disse não querer “pessoas morrendo”. O governador também assumiu responsabilidade por não ter defendido de imediato o uso de câmeras corporais por policiais, afirmando que o protocolo adotado no estado é similar ao internacional, mas apontou limitações do equipamento, como desligamento e falhas de armazenamento.





