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Tebet defende investigação de assessor de Lula e apuração sobre contrato de trens


Da redação

A ex-ministra Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo, defendeu a investigação do ex-chefe de gabinete de Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, após informações sobre um empréstimo com a empresária Roberta Luchsinger, que é investigada pela Polícia Federal. Tebet declarou que “qualquer suspeita precisa ser investigada” e afirmou ser necessário garantir a defesa do envolvido, mas não permitir suspeição no entorno do presidente.

De acordo com Tebet, cargos públicos exigem responsabilidade. Ela defende tanto o afastamento quanto a apuração, assegurando “transparência, ampla defesa e contraditório”. Para a ex-ministra, não deve haver pré-julgamentos e o investigado deve apresentar esclarecimentos. Marcola pediu para deixar a campanha do presidente depois que vieram à tona pagamentos de despesas feitas por Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Tebet também abordou problemas no sistema ferroviário paulista, frisando a necessidade de o Ministério Público apurar a concessão das linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A candidata destacou que questões recentes, como greve dos ferroviários e falhas no fornecimento de energia, reforçam a urgência da investigação das privatizações realizadas no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ela afirmou: “No geral, essa sequência de episódios exige por parte do Ministério Público uma vigilância, uma abertura de procedimento para investigar o que está acontecendo com as últimas privatizações em São Paulo”.

A ex-ministra opinou que a reversão das concessões da CPTM só seria justificável se fosse comprovada irregularidade. Tebet também pediu que o governo esclareça os critérios adotados nos contratos da CPTM e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mas ressaltou que a principal responsabilidade é dos órgãos de controle. O governo Tarcísio considerou a greve “injustificável” e citou danos a quase 1 milhão de passageiros. Questionados sobre as falas, nem a administração estadual nem Fernando Haddad (PT), candidato ao governo na chapa de Tebet, se manifestaram.