Início Ciência e tecnologia Tecnologia moderniza aquicultura e impulsiona exportações do setor pesqueiro do Vietnã

Tecnologia moderniza aquicultura e impulsiona exportações do setor pesqueiro do Vietnã


Da redação

A Resolução nº 57-NQ/TW, aprovada no Vietnã, estabelece novas diretrizes para o avanço da ciência, tecnologia, inovação e transformação digital. O objetivo é modernizar o setor pesqueiro nacional a partir de 2025, promovendo uma transição da produção em massa para métodos mais inteligentes e sustentáveis, consolidando a posição do setor como fundamental para a economia marítima.

Entre as principais mudanças em curso estão a redução da exploração, o aumento da aquicultura de alta tecnologia, a modernização do processamento, a digitalização da gestão de embarcações pesqueiras e o aprimoramento da rastreabilidade dos produtos. Essas medidas visam agregar valor múltiplo à produção e incentivar práticas mais sustentáveis, conforme afirmou o governo.

Mesmo diante de desafios como desastres naturais, flutuações de mercado e elevação dos custos de produção, o setor pesqueiro atingiu, em 2025, a maior produção de sua história, totalizando 9,5 milhões de toneladas. As receitas de exportação chegaram a US$ 11,32 bilhões, reforçando a resiliência do setor na economia vietnamita.

O vice-ministro da Agricultura e do Meio Ambiente, Phung Duc Tien, destacou que a agricultura segue como “pilar” da economia nacional. Ele ressaltou que a pesca é uma indústria de exportação relevante e que mantém o sustento de milhões de trabalhadores em regiões costeiras, deltas e áreas rurais, além de contribuir para manter a competitividade internacional do país.

Os produtos de frutos do mar do Vietnã, como camarão, bagre, atum e moluscos, conquistaram espaço em mercados internacionais rigorosos, incluindo Estados Unidos, União Europeia, Japão e Coreia do Sul. No entanto, segundo fontes do setor, o ambiente competitivo global exige agora produtos mais ecológicos, limpos, com menores emissões e total rastreabilidade.

A indústria de frutos do mar foi uma das poucas que manteve competitividade internacional nas últimas décadas. Apesar das vantagens naturais, especialistas afirmam que elas já não são suficientes para garantir o crescimento sustentável a longo prazo, reforçando a necessidade das mudanças previstas na legislação e nas políticas públicas.