Da redação
Na última semana, a Terra foi atingida por uma tempestade solar provocada por uma série de megaerupções no Sol, incluindo uma explosão classificada como X8.1, uma das mais intensas registradas recentemente. Este evento foi observado na região ativa de manchas solares AR4366, uma área magnética com cerca de dez vezes o tamanho da Terra, segundo dados de observação espacial.
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o material liberado pela erupção atingiu o planeta nesta quinta-feira, 5, e deve continuar afetando o campo magnético terrestre até sexta-feira, 6. A tempestade deve ser classificada como G1 na escala de tempestades geomagnéticas, o nível mais baixo, indicando impactos moderados.
O principal efeito visível para quem está em latitudes mais altas será a intensificação das auroras boreais. As luzes podem se tornar mais brilhantes e serem vistas mais ao sul do que o normal nos próximos dias, devido à interação das partículas solares com o campo magnético da Terra.
Tempestades geomagnéticas como essa também podem causar interferências temporárias em comunicações por rádio, sinais de GPS e sistemas de navegação sensíveis à atividade solar. Especialistas afirmam, no entanto, que nesta ocasião os efeitos diretos sobre redes elétricas e tecnologias terrestres serão leves, diferentemente de episódios mais intensos já registrados.
Este aumento de atividade solar está relacionado ao pico do ciclo magnético de aproximadamente 11 anos do Sol, período em que manchas solares e erupções tendem a ser mais frequentes e intensas. Nos últimos dias, a região AR4366 registrou múltiplas explosões de classe X, evidenciando a fase dinâmica do ciclo solar.






