Da redação
John Textor, afastado do comando da SAF do Botafogo, apresentou no dia 2 de maio uma proposta para reformular a relação entre a sociedade anônima do futebol e o clube associativo, chamada de “SAF/Social 2.0”. O documento foi enviado por e-mail a dirigentes do clube social e da SAF, buscando reconstruir o relacionamento institucional.
Entre os destinatários da proposta estavam João Paulo Magalhães Lins, presidente do Botafogo social, João Paulo Menna Barreto, representante da associação no Conselho de Administração, e Danilo Caixeiro, COO da SAF. Textor afirmou, em entrevista ao Canal do Anderson Motta, que deseja reduzir o distanciamento ocorrido nos últimos anos entre ele e o clube social.
Durante a entrevista, Textor declarou que considera ter conquistado “o direito de estar aqui permanentemente” e ressaltou a importância da confiança do clube social e dos torcedores. O empresário norte-americano reconheceu que o relacionamento precisa de ajustes e defendeu mais transparência, melhores resultados econômicos e aproximação institucional.
O projeto apresentado traz como ponto central um aporte de 25 milhões de dólares, cerca de R$ 122 milhões, no processo de recuperação judicial do clube, sem detalhar a origem dos recursos ou o modelo de financiamento. Textor também sugeriu que o Botafogo não firme acordos com o Olympique Lyonnais por valores inferiores a 35 milhões de dólares, mantendo disputas jurídicas abertas.
A proposta inclui a quitação de dívidas da SAF com o clube social, entre elas honorários advocatícios, ampliação da participação do clube social para 20% na SAF e a possibilidade de venda futura dessas ações. Textor defende ainda maior participação institucional do clube social, novo Comitê de Futebol, controle de homenagens no estádio e distribuição de ingressos para jogos e shows.
No encerramento da proposta, Textor menciona a expansão da rede multi-clubes da Eagle Football e a possibilidade de abertura de capital durante a Copa do Mundo. O cenário político do Botafogo segue pressionado pelos recentes conflitos entre SAF e clube social, tornando os próximos meses decisivos para o futuro da relação e para o papel de Textor na estrutura do clube.







