Da redação
A Torre Eiffel foi fechada após funcionários iniciarem uma greve em resposta ao afastamento de trabalhadoras durante uma visita de uma delegação hindu. Segundo comunicado do sindicato CGT, as mulheres foram retiradas de seus postos em razão de seu sexo, durante o evento realizado no monumento.
Diane Davoine, representante sindical, afirmou que, enquanto a delegação passava, foi solicitado que as mulheres deixassem os postos para que homens as substituíssem. Ela informou que os funcionários decidiram se reunir para dialogar com a direção e garantir que situações como essa não se repitam. A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (SETE) confirmou que a delegação hindu solicitou restrição de interações com mulheres e reconheceu que não deveria ter atendido a essa condição.
O incidente ocorreu durante uma procissão cultural de barco pelo Sena, organizada pelo movimento espiritual indiano Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), responsável pela inauguração de um templo em Bussy-Saint-Georges. Partes da comunidade indiana no exterior criticam o grupo como conservador e nacionalista.
A Prefeitura de Paris condenou o episódio, segundo o prefeito Emmanuel Grégoire, que anunciou uma investigação sobre o caso. Ariel Weil, presidente da SETE e prefeito do distrito Centro, declarou: “Reafirmo o apego da Torre Eiffel à igualdade entre mulheres e homens”, e disse que não tinha conhecimento prévio da visita.




