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Tribunal da Espanha ordena que freiras desocupem convento


Da redação

Um tribunal da Espanha rejeitou um recurso de nove freiras excomungadas e ordenou que elas desocupem o convento onde vivem, segundo informou a Arquidiocese de Burgos nesta sexta-feira (30). O caso envolve religiosas da Ordem de Santa Clara, que romperam com o Vaticano em maio de 2024 devido a uma disputa de propriedade e divergências doutrinárias.

A Arquidiocese solicitou a saída das freiras de um convento do século XV em Belorado, alegando que elas perderam o direito de permanecer no local após a excomunhão. Apesar de uma ordem judicial de desocupação emitida no ano passado, as religiosas continuaram no imóvel, afirmando que o convento lhes pertencia e apresentaram recurso à Justiça.

Em comunicado, a Arquidiocese de Burgos relatou que recebeu a sentença de um tribunal superior negando o argumento das freiras. Segundo a decisão, a propriedade pertence a uma “pessoa jurídica sujeita ao Direito Canônico”, e não às moradoras do mosteiro. “A propriedade dos bens do Mosteiro é da pessoa jurídica, e não das freiras que o habitam”, destacou a nota citando a sentença.

As freiras foram acusadas de integrar uma seita ligada ao sedevacanismo, movimento que considera hereges todos os papas que sucederam Pio XII (1939-1958).

O caso ganhou destaque nacional pela raridade do rompimento coletivo e pela disputa judicial que mobilizou a Igreja Católica e o Judiciário espanhol.