Da redação
O Ministério Público de São Paulo realizou uma operação contra a logística do furto e roubo de celulares na capital paulista, que atingiu empresas conhecidas pela revenda de aparelhos usados. Segundo o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado, a Trocafone seria responsável por ocupar o “topo na cadeia de comercialização” e atuar como “nó financeiro central” da rede investigada, ao comprar e revender celulares, dando suposta aparência legal a aparelhos provenientes de furtos e roubos.
De acordo com o Gaeco, relatório da Fazenda de São Paulo apontou que, após cruzamento de notas fiscais, foi constata a existência de 759,3 mil celulares cujos códigos IMEI não constavam em notas de compra, indicando possível ingresso de aparelhos de origem ilícita. O Ministério Público afirma que os aparelhos seriam oriundos de outros grupos investigados. A investigação estima que o valor movimentado pela Trocafone e empresas parceiras alcance R$ 95,8 milhões.
A Trocafone informou que “não apenas repudia a comercialização de aparelhos de origem ilícita como tem total interesse e apoia o combate de tal prática, uma vez que prejudica o mercado de recondicionamento de aparelhos”. Além disso, destacou possuir “rigorosos procedimentos destinados a impedir que equipamentos com indícios de irregularidade entrem na operação”, incluindo checagens de bloqueios de IMEIs e separação de aparelhos suspeitos.
Desde 2018, conforme o Gaeco, a empresa foi citada em 18 relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras que apontam operações suspeitas, incluindo 1.299 depósitos fracionados, todos abaixo de R$ 10 mil. A operação batizada de Frankmobile cumpriu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária em São Paulo e Goiás, além do bloqueio judicial de valores e pedido de suspensão das atividades das empresas investigadas.





