Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não está satisfeito com o Irã após conversas telefônicas com a liderança iraniana e recentes negociações bilaterais em busca de um acordo de paz. As declarações foram feitas a repórteres na Casa Branca.
Segundo Trump, o governo iraniano está altamente fragmentado, fator que dificulta a obtenção de consenso. Ele declarou: “Irã não sabe mais quem são seus líderes, estão muito confusos e a liderança não se dá bem, há tremenda discordância”. Mesmo assim, ressaltou interesse em alcançar um “bom acordo” com Teerã.
O presidente disse que todas as lideranças do Irã, inclusive as consideradas mais extremistas, manifestaram interesse em negociar um acordo, mas mantêm demandas divergentes e incompatíveis com as condições propostas pelos Estados Unidos. Trump mencionou: “Estávamos avançando e próximos de um acordo, mas vieram representantes de uma ala que apoia armas nucleares e a conversa desandou”.
Trump também reforçou ameaças ao Irã, afirmando que existe a opção de destruição ou de acerto diplomático. Questionado sobre a situação das Forças Armadas americanas, garantiu que o país possui estoques de mísseis suficientes no mundo e que o bloqueio do Estreito de Ormuz permanece em funcionamento.
O presidente destacou: “Se sairmos agora do Irã, levará mais de 20 anos até que possam reconstruir seu país. Mas não estamos satisfeitos ainda com operações lá”. Trump evitou responder se haverá novos ataques: “Por que eu falaria sobre isso?”, rebateu ao ser perguntado.
Durante a entrevista, Trump criticou Itália e Espanha, afirmando não estar satisfeito com a postura desses países sobre o conflito. Segundo o presidente, ambos seriam favoráveis à obtenção de armas nucleares pelo Irã. Apesar disso, Trump indicou que poderá participar da próxima reunião do G7.






