Início Política Trump classifica Brasil como politicamente perigoso e Lula critica postura intervencionista

Trump classifica Brasil como politicamente perigoso e Lula critica postura intervencionista


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, trocaram declarações críticas ao final da cúpula do G7 em Évian-Les-Bains, neste domingo. Apesar de não se reunirem formalmente, ambos comentaram temas relacionados à política e às eleições brasileiras durante entrevistas concedidas após o evento.

Trump afirmou que “o Brasil está um pouco complicado, não é? Politicamente. Está um pouco perigoso politicamente”, referindo-se ao atual cenário eleitoral do país. As declarações ocorreram ao ser questionado sobre suas interações com Lula durante o encontro internacional. O presidente americano também mencionou a família Bolsonaro em sua coletiva.

Em resposta, Lula pediu a Trump que não interfira no pleito brasileiro. “Só não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são problema do Brasil, assim como as eleições dos Estados Unidos são problema dos Estados Unidos”, declarou o presidente brasileiro em entrevista na residência oficial do embaixador do Brasil nas Nações Unidas, em Genebra.

Lula ainda afirmou: “Se ele conhece o Brasil pela relação com a família Bolsonaro, ele desconhece o Brasil. Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Não tem país no mundo com um sistema de urna eletrônica como o nosso”. Segundo Lula, pretende apresentar a urna eletrônica a Trump em ocasião futura.

Durante sua entrevista, Trump mencionou o ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, confundindo-o com outro filho do ex-presidente. O americano afirmou ter ouvido “que prenderam o Bolsonaro Jr.”, referindo-se a suposta prisão após uma declaração no Texas, e afirmou: “eles o prenderam, ou querem prendê-lo”.

Lula também comentou o comportamento de Trump em conversa captada pela imprensa com o líder da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, dizendo não aprovar a postura de “imperador” do presidente americano. O presidente brasileiro explicou que não viu necessidade de reunião bilateral com Trump sobre possíveis tarifas, pois as negociações já ocorrem em nível diplomático.