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Trump critica governo brasileiro por não combater PCC e CV, diz documento ao Congresso


Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o governo brasileiro por, segundo ele, não enfrentar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A declaração está em documento anual enviado ao Congresso dos EUA. Trump afirmou que, enquanto vários países do Hemisfério Ocidental adotaram “medidas corajosas” contra o tráfico de drogas, “o governo do Brasil não conseguiu enfrentar as organizações terroristas estrangeiras designadas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro para os fluxos globais de cocaína”.

O presidente dos EUA também declarou que “essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”, cobrando ações do governo brasileiro para enfrentá-las “antes que se espalhem e cresçam”. O governo dos EUA havia classificado o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras em decisão do Departamento de Estado e sob ordem executiva de Trump, em processo concluído em 5 de junho. Segundo o então secretário de Estado, Marco Rubio, os grupos possuem redes transnacionais e figuram entre as facções mais violentas do Brasil.

Apesar da crítica, o documento de Trump não classifica o Brasil entre os países que “falharam de maneira demonstrável” em combater o narcotráfico, grupo do qual fazem parte Afeganistão, Bolívia, Birmânia, Colômbia e Venezuela. O Brasil também não está listado entre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas, relação que inclui México, Peru, China, Colômbia e outros. O governo brasileiro contestou a classificação americana, defendendo que o combate às organizações criminosas deve respeitar a soberania nacional e contar com cooperação internacional.

No mesmo relatório, Trump elogiou governos considerados próximos aos Estados Unidos, como Argentina, Equador e El Salvador, destacando mudanças em Bolívia, Colômbia e Peru. O mandatário apoiou o novo governo boliviano de Rodrigo Paz, eleito em 2025, e elogiou o compromisso da presidente do Peru, Keiko Fujimori, no combate ao tráfico. Já Canadá, México e China foram criticados por, conforme o texto, não tomarem medidas suficientes para interromper o fluxo de drogas e insumos químicos usados em entorpecentes.