Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo de cessar-fogo com o Irã “acabou” e atribuiu o rompimento aos ataques retaliatórios iranianos contra alvos americanos em países do golfo Pérsico. Trump fez novas ameaças durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, Turquia, ao lado do secretário-geral Mark Rutte. Segundo ele, poderá bombardear o Irã novamente e afirmou: “Não podemos ter lunáticos com armas nucleares”.
A escalada de violência no Oriente Médio aumentou a tensão no mercado internacional, elevando o preço do petróleo tipo Brent e provocando queda nas Bolsas. Conforme a imprensa estatal iraniana, o Irã reagirá a novos ataques fechando o estreito de Hormuz, rota por onde era escoado 20% do petróleo e gás liquefeito mundial antes do conflito. Segundo a Guarda Revolucionária, foram lançados mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein e no Irã em resposta aos bombardeios.
De acordo com Trump, a guerra “foi um tremendo sucesso militar” e seu objetivo seria impedir que o Irã obtenha armas nucleares. O governo iraniano afirmou que o acordo com os EUA não está mais em vigor, criticando tanto os ataques americanos quanto as ações de Israel no Líbano e a revogação de licença para venda de petróleo iraniano. O principal negociador, Mohammad Baghaer Ghalibaf, presidente do Parlamento, declarou: “A era de intimidação e extorsão acabou”.
A trégua entre os dois países tinha prazo de 60 dias, iniciada em 17 de junho, e foi rompida após o Irã atingir três petroleiros no estreito de Hormuz. Os Estados Unidos reagiram com bombardeio a 60 alvos em regiões costeiras ligadas às atividades militares iranianas, o que levou a uma série de ataques de ambos os lados.




