Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi retirado às pressas do hotel Hilton, em Washington, na noite deste sábado (25), após tiros serem disparados no local, onde ele discursaria no jantar dos correspondentes da Casa Branca. A retirada ocorreu por volta das 20h35, devido a uma tentativa de invasão armada.
Segundo relato do próprio Trump em coletiva, um homem armado tentou acessar o evento. Ele afirmou que “um lobo solitário maluco” foi responsável e divulgou imagens do suspeito, que foi detido pelos agentes de segurança. Um agente ficou ferido, mas foi protegido pelo colete à prova de balas, de acordo com o presidente.
O suspeito, identificado pelas autoridades como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente na Califórnia, será formalmente acusado na segunda-feira por uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais. O Serviço Secreto informou que Trump, a primeira-dama Melania e demais autoridades presentes não se feriram.
Oficiais de segurança rapidamente escoltaram Trump e Melania para fora do salão principal. Entre os presentes estavam o diretor do FBI, o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., o secretário de Defesa, Pete Hegseth, além da viúva do ativista Charlie Kirk. Participantes relataram cenas de confusão e gritos de “abaixem-se” durante a evacuação.
O jantar foi adiado. Em coletiva, Trump ressaltou que “nenhum país está imune” à violência política e, ao ser questionado sobre o episódio, apontou que “participar da política nos Estados Unidos tem um custo” e que já foi alvo de duas tentativas de assassinato desde o início da campanha de reeleição.
O hotel Washington Hilton, palco do incidente, foi também onde, em 1981, o então presidente Ronald Reagan foi baleado após o evento de mesmo perfil. Reagan sobreviveu ao ataque, mas ficou gravemente ferido. Uma placa recorda o local na lateral do hotel.





