Da redação
O Tribunal Superior Eleitoral realizou uma eleição simulada no município de Paulino Neves, no Maranhão, em área de difícil acesso, para testar a estrutura logística de distribuição das urnas eletrônicas. O objetivo é garantir o direito ao voto aos 158 milhões de eleitores aptos no Brasil. A logística utiliza veículos terrestres, barcos, helicópteros e aviões, com apoio das Forças Armadas.
Segundo o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, a estrutura permite a presença da Justiça Eleitoral em locais remotos, assegurando auditoria e emissão do boletim de urna logo após o encerramento da votação, às 17 horas, mesmo em locais sem telefonia ou internet. Conforme Nunes Marques, “onde houver um único eleitor, ali estará a presença da Justiça Eleitoral e a garantia da sua voz”.
De acordo com o TSE, em alguns estados, os presidentes de mesa recebem as urnas eletrônicas e montam as seções eleitorais um dia antes da votação. Em outros, as urnas são transportadas por rotas específicas. Nas áreas isoladas, veículos com tração nas quatro rodas percorrem longos e complexos trajetos por estradas de areia para completar a entrega, segundo o tribunal.
As condições geográficas do Brasil exigem adaptações regionais. No Sul e Sudeste, a oferta de rodovias facilita o transporte, mas eventuais enchentes podem interromper estradas. Na Região Amazônica, o acesso de urnas e equipes depende de barcos, voadeiras e aeronaves militares para alcançar comunidades ribeirinhas e terras indígenas, conforme o TSE.



