Da redação
Os candidatos à Presidência da República poderão gastar até R$ 133,4 milhões nas eleições de outubro de 2026, segundo valores divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os limites para cada cargo do pleito foram definidos em portaria publicada nesta terça-feira (21). O teto para o primeiro turno da disputa presidencial será de R$ 88,9 milhões e, se houver segundo turno, mais R$ 44,5 milhões estão autorizados.
Esses valores repetem os definidos para a eleição de 2022, conforme solicitado pelos presidentes dos partidos ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que atendeu ao pedido para congelar o limite de gastos. Os representantes partidários argumentaram que um aumento poderia gerar distorções entre as candidaturas. Nunes Marques afirmou: “O reajuste do teto de gastos para os cargos em disputa nas eleições deste ano não refletiria a realidade financeira das agremiações brasileiras que, materialmente, terão menos dinheiro para investir em suas candidaturas”.
Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, os candidatos a governador poderão gastar até R$ 40 milhões no total, sendo R$ 26,7 milhões no primeiro turno e R$ 13,3 milhões no segundo. Para o Senado, o limite por candidato será de R$ 7,1 milhões. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, o teto para o governo é de R$ 17,8 milhões no primeiro turno e de R$ 8,9 milhões no segundo, e para o Senado chega a R$ 5,3 milhões.
Os valores variam conforme o tamanho do eleitorado de cada estado, podendo chegar a R$ 17,3 milhões em unidades como Ceará, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul e Pará. Em estados como Alagoas, Distrito Federal e Mato Grosso, o limite é de R$ 10,7 milhões. Para Acre, Amapá e Roraima, o teto é de R$ 5,3 milhões. O limite para deputado federal está fixado em R$ 3,2 milhões e para deputado estadual ou distrital, em R$ 1,3 milhão.





