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Último morador do Moinho tem carta de crédito aprovada após revisão da CDHU


Da redação

O porteiro Manuel Severino Silva dos Santos, 53, afirmou viver entre escombros após ter a casa preservada no terreno onde a favela do Moinho, no centro de São Paulo, foi quase totalmente demolida. Ele e Artur Ribeiro, 19, permaneciam como últimos moradores cujas residências ainda não haviam sido retiradas, conforme verificado no local.

A remoção das construções, símbolo da comunidade, é conduzida pela gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e integra plano de requalificação urbana. Segundo o governo paulista, a medida foi tomada após decisão judicial que autorizou a demolição das casas desocupadas para evitar nova ocupação. O terreno, antes da União, foi cedido ao estado para a criação de parque público.

Segundo a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), 850 famílias foram incluídas em plano de reassentamento acordado entre as gestões estadual e federal, com oferta de imóveis plenamente subsidiados para quem deixasse a área. Santos não recebera carta de crédito inicialmente, pois sua renda, incluindo adicionais, ultrapassava o limite de R$ 4.700 fixado pelo governo federal. Ribeiro ainda aguardava a vistoria do imóvel escolhido e recusava auxílio-aluguel por receio de perder o direito à moradia definitiva.

Na última sexta-feira (21), a CDHU informou ter aprovado as cartas de crédito de Santos e Ribeiro. Ao todo, segundo a companhia, 851 famílias foram atendidas, sendo 644 em moradias definitivas e 205 em auxílio-moradia temporário. A cruz da antiga igreja Nossa Senhora do Moinho e pouquíssimas casas permanecem de pé na área.