Da redação do Conectado ao Poder
Contratação de médicos rotineiros na UPA de Vicente Pires resulta em 60% de aumento no giro de leitos.

As unidades de pronto atendimento (UPAs) do Distrito Federal estão promovendo melhorias significativas nas consultas médicas rotineiras com a contratação de novos profissionais, o que tem contribuído para aumentar a agilidade no atendimento. Desde o início de sua atuação, há quase um mês, os médicos rotineiros têm demonstrado resultados positivos, especialmente na UPA de Vicente Pires.
Com a presença constante de médicos rotineiros, como o clínico geral Leonardo Vieira de Lima, que realiza acompanhamento diário dos pacientes, a unidade conseguiu otimizar o tratamento. Isso aliviou a pressão sobre os médicos de emergência, que costumam ter uma carga horária reduzida e um alto número de atendimentos.
Leonardo, com experiência prévia na Unidade de Terapia Intensiva, destaca a importância da continuidade no cuidado, afirmando que “meu papel ajudou a agilizar essas decisões” durante os rounds multidisciplinares, que discutem a evolução dos pacientes e os próximos passos a serem tomados, como alta ou transferência.
Os médicos contratados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) são experientes em clínica médica e intensivismo. Com uma carga mínima de trabalho de 30 horas semanais, eles se dedicam a melhorar a gestão de leitos, orientando planos terapêuticos e definindo critérios para internação e alta. Isso tem resultado em um uso mais eficiente das vagas disponíveis nas unidades.
A gerente geral de assistência das UPAs, Ana Patrícia de Paula, ressalta que “a presença contínua do médico rotineiro permite uma visão mais integrada da situação dos pacientes, facilita a comunicação entre as equipes e resulta em maior qualidade assistencial”. Essa estratégia tem contribuído diretamente para a redução do tempo médio de permanência dos pacientes nas UPAs.
Os resultados já são visíveis na UPA de Vicente Pires, onde houve um aumento de 60,52% no giro de leitos. A média de pacientes internados por dia caiu de 35 a 38 para 10 a 15. O tempo de espera para atendimento também foi reduzido, permitindo que os médicos possam avaliar mais rapidamente os pacientes internados.
Essas mudanças nas UPAs do DF visam garantir um atendimento mais humanizado e eficiente, refletindo o compromisso da saúde pública em oferecer qualidade no atendimento aos cidadãos.




