Da redação
O comércio varejista brasileiro registrou queda de 0,8% na passagem de junho para julho, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com Cristiano Santos, analista da pesquisa, o resultado foi influenciado por um efeito de “ressaca” da Copa do Mundo, que ocorreu em junho e julho.
O levantamento do IBGE indica que cinco das oito atividades pesquisadas apresentaram retração no período, incluindo móveis e eletrodomésticos (-4,9%), livros, jornais, revistas e papelaria (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-2,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). Já artigos farmacêuticos tiveram alta de 0,6%. Santos explicou que segmentos ligados à Copa, como TVs e álbuns de figurinha, tiveram vendas antecipadas, elevando a base de comparação de julho.
A média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,1%. No acumulado de 12 meses, o setor apresentou alta de 1,6%, abaixo do patamar de março (2,3%), demonstrando desaceleração. O comércio varejista brasileiro ainda se encontra 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020, mas 1,5% abaixo do recorde de março de 2026.
No comércio varejista ampliado, que abrange também as atividades atacadistas de veículos, motos, partes e peças, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 0,4% na passagem de junho para julho. A variação acumulada em 12 meses desse segmento é positiva em 1,2%.





