Da redação
O governo da Venezuela anunciou, na noite de sexta-feira (9), o retorno do navio petroleiro Minerva por meio de uma operação conjunta com os Estados Unidos. Segundo comunicado da estatal PDVSA, a embarcação havia saído do país sem pagamento ou autorização adequada e foi interceptada para garantir sua volta ao território venezuelano.
A nota oficial da PDVSA informou: “Graças a essa primeira exitosa operação conjunta, o navio se encontra navegando em regresso às águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou o caso em sua rede social, destacando a coordenação com as “autoridades interinas” da Venezuela. Trump afirmou: “Este navio-tanque está agora a caminho de volta para a Venezuela, e o petróleo será vendido através do Grande Acordo Energético, que criamos para esse tipo de venda”.
A operação coincide com discussões entre a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e representantes americanos sobre o “processo diplomático” para a abertura de embaixadas dos EUA no país. Rodríguez aproveitou para reiterar a condenação à intervenção armada dos Estados Unidos, que completou uma semana neste sábado (10), marcada pelo sequestro e prisão do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
“A principal intenção é reiterar nossa condenação à agressão sofrida pelo nosso povo”, disse Rodríguez. Ela afirmou ainda que a resposta será feita pela “diplomacia bolivariana de paz”, visando defender a soberania nacional e garantir o retorno de Maduro e Flores, agindo “com paciência e determinação estratégica”.





