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Vídeos de Durval Barbosa são anulados pela Justiça na Operação Caixa de Pandora

Da redação do Conectado ao Poder

Decisão judicial invalida gravações clandestinas como provas na operação que abalou Brasília

A Justiça anulou a validade de todas as gravações promovidas pelo delator Durval Barbosa na Operação Caixa de Pandora. O juiz titular da 1ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, Lizandro Garcia Gomes Filho, considerou que as “gravações clandestinas” não podem ser usadas como provas para incriminar os réus. A decisão seguiu o parecer do Ministério Público Eleitoral e está alinhada com a jurisprudência dos tribunais superiores.

A decisão, proferida em um dos processos envolvendo a empresa de informática Vertax, também anula as principais provas apresentadas por Barbosa. Tony Brixi, dono da empresa, faleceu em 2019 em um acidente aéreo. Apesar de a decisão se referir a um único processo, o entendimento deve ser aplicado a todas as ações penais da Operação Caixa de Pandora.

A Justiça Eleitoral também extinguiu as ações penais contra José Roberto Arruda, Paulo Octávio Alves Pereira, Durval Barbosa, José Geraldo Maciel, Marcelo Carvalho de Oliveira e Luiz Paulo Costa Sampaio devido à prescrição punitiva. Todos têm mais de 70 anos e, segundo o juiz Lizandro Garcia Gomes Filho, a punibilidade foi extinta em 2017.

Principal alvo da operação, o ex-governador José Roberto Arruda se emocionou ao saber da decisão. Em viagem ao exterior com as filhas, ele afirmou: “Não pretendo voltar para a política”.

Será?