Início Mundo Violência no Líbano diminui após acordo entre EUA e Irã, diz ONU

Violência no Líbano diminui após acordo entre EUA e Irã, diz ONU


Da redação

As forças de paz das Nações Unidas relataram nesta quarta-feira, 22 de abril, uma redução na intensidade dos episódios de violência e trocas de tiros no sul do Líbano, especialmente após o acordo entre Estados Unidos e Irã, anunciado no domingo. A Missão da ONU monitora a região devido aos confrontos envolvendo forças israelenses e militantes do Hezbollah.

Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, a queda no número de incidentes coincide com a recente negociação diplomática. Dujarric afirmou que as operações da Unifil, posicionada há quase 50 anos no sul libanês, registraram na segunda-feira 38 violações do espaço aéreo por Israel, um número significativamente menor em relação às 83 violações contabilizadas no dia anterior.

Além disso, o total de trajetórias de projéteis detectadas pela missão caiu de 705 para 174 no mesmo período. Entre esses disparos, 169 foram atribuídos às forças israelenses e cinco ao Hezbollah, segundo informações da ONU. O monitoramento abrange áreas diretamente impactadas pela intensificação dos combates desde março deste ano.

Em meio ao declínio dos confrontos, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados mostrando que mais de 247 crianças foram mortas e 992 ficaram feridas no Líbano em mais de cem dias de hostilidades. O número reflete uma média alarmante de 12 menores mortos ou mutilados diariamente, conforme informou o representante do Unicef, Marcoluigi Corsi.

Corsi destacou que o sofrimento das crianças libanesas persiste há mais de três meses e ressaltou: “Por trás desses números estão vidas interrompidas ou mudadas para sempre, e famílias enfrentando perdas profundas, traumas e incertezas”. Ele defendeu o acesso contínuo a proteção e serviços essenciais como prioritários.

Dados do Unicef indicam que mais de 770 mil crianças sofrem crescente angústia devido à exposição reiterada à violência, sendo que muitos ainda não conseguem voltar para casa por causa dos riscos constantes, incluindo a presença de munições não detonadas. O Unicef também informou que casas, escolas e infraestruturas básicas seguem amplamente destruídas em várias regiões do país.