Da redação
Políticos de extrema direita da Europa começaram a se afastar de Donald Trump após a vitória democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, em movimento associado à guerra contra o Irã e ao aumento do custo de vida. A Reuters registrou a mudança, embora os líderes em geral evitem críticas diretas ao presidente.
Jordan Bardella, líder do partido francês Reunião Nacional, disse que o segundo mandato de Trump é menos isolacionista que o primeiro, entre 2017 e 2021. “A intervenção norte-americana em relação ao Irã acarreta consequências muito graves” para as economias, afirmou, sem atribuir diretamente a ação ao presidente.
Na Alemanha, Alice Weidel, colíder da Alternativa para a Alemanha (AfD), atribuiu a derrota à guerra contra o Irã. “Trump havia prometido a seus eleitores que não seguiria uma política externa intervencionista. A promessa quebrada agora voltou para assombrar os republicanos”, disse ao site T-Online.
Na Itália, Matteo Salvini, líder da Liga, relacionou o resultado a guerras, tensões internacionais e custo de vida. Roberto Vannacci, ex-general e líder do Futuro Nacional, disse à agência ANSA que Trump iniciou a guerra contra o Irã e não encerrou a da Rússia e da Ucrânia, com prejuízo à classe média.
Trump reconheceu que a guerra teve peso na derrota, mas manteve a decisão. Mujtaba Rahman, diretor-gerente da consultoria Eurasia Group, disse que a impopularidade do presidente pode tornar o trumpismo um risco eleitoral. Nigel Farage, líder do Reform UK, chamou o resultado de “derrota completa e total” para os republicanos.




