Da redação
O voo comercial direto entre Estados Unidos e Venezuela foi retomado nesta quinta-feira (30), após sete anos de suspensão. O voo 3599 da Envoy Air, subsidiária da American Airlines, pousou às 13h15 (horário local) no aeroporto internacional de Maiquetía, próximo a Caracas, simbolizando um novo passo na normalização das relações bilaterais.
A aeronave partiu de Miami com executivos, representantes do governo dos EUA, jornalistas e outros passageiros. A retomada ocorre após a deposição do presidente Nicolás Maduro, em janeiro, em uma intervenção militar americana. Desde então, Delcy Rodríguez ocupa o cargo de vice-presidente interina e governa sob pressão de Washington.
Os voos entre os dois países estavam suspensos desde 2019, após o rompimento das relações diplomáticas e a interrupção da conectividade aérea. Em março deste ano, Estados Unidos e Venezuela concordaram em restabelecer os laços diplomáticos. O chefe da missão diplomática americana, John Barrett, declarou: “Estados Unidos e Venezuela estão recuperando uma via comercial fundamental que vai acelerar o investimento”.
Passageiros celebraram a reinauguração da rota. Bárbara Centeno, que utilizou a viagem para realizar procedimentos médicos na Venezuela, afirmou: “A possibilidade de viajar sem escala realmente é algo valioso”. O advogado Oscar Fuentes descreveu a retomada dos voos como “maravilhoso”, destacando a economia de tempo e redução de estresse proporcionadas pelo trajeto direto.
As autoridades venezuelanas esperam crescimento expressivo de passageiros. Segundo a ministra dos Transportes, Jaqueline Faria, a expectativa é de mais de 100 mil viajantes por ano, com média mensal entre 7.200 e 8.000 usuários, à medida que novas companhias iniciam operações. Jaqueline afirmou: “Somos um ponto de conexão, e é assim que queremos nos apresentar”.
A American Airlines planeja operar um voo diário de ida e volta entre Miami e Caracas com aviões Embraer 175 via Envoy Air, podendo incluir Maracaibo futuramente. Miami abriga cerca de 250 mil venezuelanos e é destino de exilados da oposição. O Departamento de Estado americano, entretanto, desaconselha viagens de cidadãos dos EUA à Venezuela.






