Da redação
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, reuniu-se na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que “a iniciativa na guerra agora não está nas mãos de Vladimir Putin”, conforme declaração à Fox News. Zelensky argumentou que o presidente russo “recusa-se a encerrar o conflito” e estimou que “Putin está perdendo 30.000 soldados por mês”, com “muitas baixas”, mas sem intenção de negociar a paz.
No encontro, Zelensky e Trump discutiram a possibilidade de a Ucrânia produzir interceptores Patriot, considerados essenciais para a defesa antiaérea de Kiev. De acordo com Zelensky, foram debatidas licenças de produção e “várias outras ideias que poderiam ajudar”. O ex-presidente norte-americano indicou, no início de julho, que pretende autorizar a produção desses equipamentos em território ucraniano.
A visita aconteceu em meio à intensificação dos combates entre Kiev e Moscou. Autoridades ucranianas informaram que um ataque com drones russos em Kherson resultou em um morto e dois feridos. Moscou relatou um bombardeio em Taganrog, com uma mulher morta e um homem ferido. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), junho foi o mês mais letal para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis de difícil interceptação.
Zelensky também participou de cerimônia em memória do senador republicano Lindsey Graham, defensor da Ucrânia, e discursou no Senado dos Estados Unidos. O projeto de lei bipartidário de sanções contra a Rússia, promovido por Graham, avançou após acordo com a Casa Branca. O texto enfrenta mais resistência na Câmara dos Representantes.





