Da redação
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a memória das vítimas civis da Segunda Guerra Mundial na região da Volínia não deve comprometer a aliança entre ucranianos e poloneses diante da ameaça representada pela Rússia. Segundo declaração em rede social, representantes dos Estados ucraniano e polonês participaram de cerimônias religiosas conjuntas na Ucrânia e na Polônia, e Kiev pretende acelerar os trabalhos para localizar e identificar as vítimas do conflito.
De acordo com Zelenskyy, uma nova etapa das buscas e exumações terá início nos territórios dos antigos vilarejos de Ostrivky e Volya Ostrovetska, na região da Volínia, noroeste ucraniano. O presidente destacou: “O que precisamos é da verdade completa e de uma homenagem cristã às vítimas”. Ele também associou o avanço na apuração dos crimes históricos à necessidade de preservar a cooperação entre os países, afirmando: “Ao falarmos sobre o passado, não devemos colocar em dúvida o futuro de nossos povos, o futuro da Ucrânia, da Polônia e de toda a Europa”.
O Ministério da Defesa da Rússia alegou neste sábado que estabeleceu controle sobre o assentamento de Bachevsk, na região de Sumy, nordeste da Ucrânia. Conforme divulgado pela agência estatal russa TASS, as forças russas também atacaram instalações de combustível, energia e transporte utilizadas pelas forças ucranianas, além de depósitos de munição e locais de armazenamento de drones. As alegações não foram verificadas de forma independente.
As buscas por restos mortais e as autorizações para exumações na Volínia são antigas reivindicações polonesas. Em abril, equipes dos dois países localizaram uma vala comum na região dos vilarejos onde os novos trabalhos serão realizados. O dia 11 de julho lembra o chamado Domingo Sangrento de 1943, quando unidades do Exército Insurgente Ucraniano atacaram localidades habitadas por poloneses.




