Da redação
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), intensificou seu embate público com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), elevando o tom da pré-campanha presidencial. O confronto consolidou o STF como alvo central da estratégia política de Zema. Após ser criticado por Gilmar, Zema afirmou que não se sente “intimidado” e prometeu aprofundar as críticas à Corte, buscando aumentar sua visibilidade na disputa pelo Planalto.
Em vídeo divulgado, o pré-candidato sugeriu que decisões do STF não seriam apenas técnicas, mas também políticas. Zema declarou: “Você pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política, que jogam tudo para debaixo do tapete e resolvem nas escondidas. Comigo é diferente”, marcou.
O conflito teve início após Gilmar Mendes classificar como “irônico” o fato de Zema atacar o STF depois de ter recorrido à Corte em busca de alívio fiscal para Minas Gerais. O ministro ressaltou que o tribunal concedeu decisões favoráveis ao Estado, sugerindo contradição entre os atos administrativos e o discurso do pré-candidato.
Zema rebateu a declaração, afirmando: “Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”. O episódio ocorre simultaneamente ao lançamento das diretrizes da pré-campanha de Zema ao Planalto.
Durante evento em São Paulo na quinta-feira (16), o ex-governador afirmou que, se eleito, proporá mudanças estruturais na Corte, como mandatos para ministros e novas regras de funcionamento, com o objetivo de promover a “moralização” do Judiciário. “A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis”, destacou Zema.






