Da redação
A União Internacional de Telecomunicações (UIT) informou que 6,3 bilhões de pessoas, equivalentes a 76% da população mundial, estão conectadas à internet. O relatório “Fatos e Números 2026”, lançado em Genebra, aponta que quase 2 bilhões permanecem sem acesso, apesar da expansão global.
A desigualdade é marcada pela renda: 93% da população de países de alta renda está online, ante 32% nas economias de baixa renda. A cobertura 5G alcança 59% da população mundial, mas chega a 86% nos países ricos e a apenas 4% nos de baixa renda.
Na paridade de gênero, 79% dos homens estão conectados, ante 74% das mulheres. Entre pessoas de 15 a 24 anos, a taxa chega a 86%, contra 74% no restante da população. O acesso também varia entre cidades, com 82%, e áreas rurais, com 63%.
Portugal e Brasil têm penetração de 84% a 95% e avançam no 5G e na inteligência artificial. Na África lusófona, o uso médio não passa de 36%; Angola e Moçambique têm lacunas de cobertura e custo, enquanto Cabo Verde alcançou metas de acessibilidade. Timor-Leste enfrenta desafios estruturais.
O custo da banda larga móvel equivale a 1,2% da renda nacional bruta per capita, mas chega a 6,1% nos Países Menos Avançados. Doreen Bogdan-Martin, secretária-geral, relacionou a desconexão à exclusão de oportunidades de educação e emprego. Cosmas Zavazava, diretor do Departamento de Desenvolvimento de Telecomunicações, recomendou priorizar competências digitais.




