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Padre Patrick alerta sobre vício em jogos como problema de saúde pública

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Da redação do Conectado ao Poder

Durante depoimento na CPI das Bets, padre Patrick denuncia influenciadores que lucram com jogos e requer ações efetivas.

O padre Patrick Fernandes, durante sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets no Senado nesta quarta-feira, destacou a urgência de se tratar o vício em jogos como uma questão de saúde pública. O religioso, que também atua como influenciador digital, criticou a indústria das apostas e os impactos negativos que essas plataformas têm gerado na vida de muitas pessoas.

“Não é jogar por jogar. Temos que tratar isso como algo que precisa ser tratado. É caso de saúde pública”, afirmou Patrick Fernandes em sua declaração. Ele relatou que frequentemente é procurado por indivíduos e famílias que enfrentam os efeitos devastadores do vício em apostas, revelando que toda semana recebe pedidos de ajuda. “Quem nos busca são familiares de quem está vivendo esse drama”, complementou.

Segundo Patrick, as consequências do vício vão além das perdas financeiras. “Dinheiro a gente recupera. Existem pessoas que estão vivendo um drama de se sentirem acorrentadas”, disse o padre, ressaltando a necessidade de uma abordagem mais ampla e humanizada para lidar com o problema. Ele também fez uma crítica contundente aos influenciadores que promovem casas de apostas, afirmando que muitos não são verdadeiros consumidores dos jogos. “A verdade mesmo é que essas pessoas não jogam. Eles só ganham com quem está perdendo”, denunciou.

Durante a sessão, o senador Izalci Lucas questionou Patrick sobre possíveis medidas para combater o problema. O padre enfatizou a importância de políticas públicas e ações voltadas para a saúde mental dos viciados em jogos. “Não adianta chegar para um viciado e dizer que pare. A pessoa tem abstinência. Isso precisa de cuidado profissional”, destacou.

O trabalho da Fazenda da Esperança, uma comunidade terapêutica que acolhe pessoas com dependência em jogos, também foi mencionado por Patrick. Ele pediu que a CPI seja “a luz na vida dessas pessoas”, alertando para a seriedade da questão. “Essa ilusão de vida fácil destrói pessoas simples, que se privam do mínimo para viver”, concluiu.