Da redação
Deputados federais e senadores alocaram apenas 0,58% das emendas individuais para o Projeto de Lei Orçamentária de 2026 em iniciativas relacionadas ao meio ambiente e clima. Destes R$ 26,6 bilhões indicados pelos parlamentares, apenas R$ 154 milhões foram destinados a essa área, conforme uma nota técnica do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
O estudo avaliou 97 ações orçamentárias focadas na política ambiental e climática, que incluem gestão de riscos, enfrentamento de crises climáticas e iniciativas urbanas de adaptação. No total, essas ações somam R$ 6,1 bilhões, evidenciando que as emendas individuais representam apenas 2,5% da verba total prevista.
As emendas individuais são propostas pelos parlamentares e obrigatoriamente atendidas pelo Executivo, o que destaca a relevância dessas alocações. Contudo, a baixa destinação de recursos para o meio ambiente levanta preocupações sobre o comprometimento com questões climáticas, especialmente em um cenário de crescente emergência ambiental global.
A pesquisa também revela que mais de 65% dos recursos destinados a ações climáticas, ou R$ 101,3 milhões, estão concentrados em uma única iniciativa: a “Implementação da agenda nacional de proteção e defesa”. Isso sugere uma falta de diversificação nas áreas prioritárias de investimento.
Em um contexto em que a crise climática se agrava, essa distribuição desigual de recursos pode impactar negativamente a capacidade de resposta do país às demandas ambientais. A necessidade de políticas mais robustas e eficazes se torna cada vez mais urgente.






