Da redação do Conectado ao Poder
Alianças de União Brasil, MDB, PL e PSD sinalizam favoritismo, isolam oposição e ampliam influência rumo às eleições estaduais.
A base governista de Goiás avança na construção de uma superchapa formada por MDB, União Brasil, PL e PSD para as eleições de 2026. A movimentação, intensificada desde o fim das eleições municipais, já reúne a maior parte dos prefeitos eleitos no Estado, consolidando uma força que promete dificultar a vida da oposição. A expectativa é que a definição dos principais nomes aconteça entre abril e maio, enquanto aliados de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela já atuam para garantir domínio político em todas as regiões.
Com 181 prefeitos eleitos em 2024 entre partidos da base, incluindo municípios estratégicos como Goiânia, Aparecida de Goiânia e Rio Verde, o grupo político soma estrutura financeira, capilaridade eleitoral e tempo expressivo de televisão, formando um bloco considerado quase imbatível. O União Brasil venceu em 94 cidades e o MDB, comandado por Daniel Vilela, ficou com 40 prefeituras, o que o posiciona como nome preferencial à sucessão apoiado por Caiado, reeleito com forte votação em 2022.
O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Talles Barreto (União Brasil), destaca que já são 31 deputados estaduais alinhados. “Existe, inclusive, a expectativa de que o próprio PL venha a caminhar conosco”, afirmou. Este cenário tem garantido estabilidade ao Executivo estadual, com aprovação constante de projetos e avanços em setores como educação e segurança.
No Congresso, a articulação é reforçada por Glaustin da Fokus, presidente estadual do Podemos, que afirmou: “Acredito que será um projeto de sequência”. Ele vê o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) como principal adversário de Daniel Vilela, mas ressalta a força do atual grupo. Prefeitos do PL também negociam apoio ao bloco governista, apesar do tom mais rígido da cúpula do partido diante das possíveis dissidências.
Regiões como Sudoeste e Entorno do Distrito Federal são consideradas fundamentais. Aliados lembram que Daniel Vilela, natural de Jataí, conta com apoio de lideranças tradicionais e prefeitos de peso, como Paulo do Vale (União Brasil) e Marussa Boldrin (MDB). O secretário de Estado do Entorno, Pábio Mossoró, reforçou: “Todos os prefeitos da Região Metropolitana e da RIDE fazem parte da base do governo estadual, com exceção apenas de Pirenópolis”.
No Norte de Goiás, a prefeita de Porangatu, Vanusa Valadares (União Brasil), lidera articulação favorável a Daniel. “O governador pegou o Estado praticamente do zero e entregou melhorias em todas as áreas”, afirmou. Hoje, 19 dos 20 municípios da região já estão com a superchapa governista.
A montagem dessa superchapa governista evidencia o realinhamento do cenário político em Goiás e isola a oposição. Entre lideranças e parlamentares, o sentimento é de que a transferência do capital eleitoral de Ronaldo Caiado para Daniel Vilela será decisiva. As conversas interpartidárias têm sido intensas e envolvem nomes cotados ao Senado e à vice, inclusive com forte presença evangélica, a exemplo do ex-senador Luiz do Carmo.
- 181 prefeitos eleitos pela base governista em 2024
- Quatro partidos na superchapa: MDB, União Brasil, PL e PSD
- 31 deputados estaduais já na base
- Regiões como Sudoeste, Entorno e Norte apoiando o bloco do governo
- Aproximação de lideranças do PL e Podemos
Em 2026, o cenário construído pela superchapa governista aponta para uma candidatura forte, com estrutura inédita, domínio de prefeitos e ampla base parlamentar, fatores que consolidam seu favoritismo para a próxima disputa eleitoral em Goiás.







