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Arena das Dunas processa Vasco e cobra dívida por jogo que não aconteceu


Da redação

A administração da Arena das Dunas, em Natal, acionou a Justiça para exigir do Vasco da Gama a devolução de R$ 700 mil pagos antecipadamente ao clube carioca para a realização de um amistoso internacional. O estádio alega “enriquecimento ilícito” do Vasco, já que a partida, marcada para 5 de julho de 2025 contra o Montevideo Wanderers, do Uruguai, não aconteceu, e o valor adiantado não foi restituído.

O amistoso seria parte da Vitória Cup, torneio previsto para ocorrer durante uma pausa no calendário. Pelo acordo, o Vasco receberia R$ 1 milhão pelo jogo, dos quais 70% (R$ 700 mil) já haviam sido pagos. O impasse começou na véspera da viagem do time uruguaio, quando o Wanderers cancelou a participação devido a uma alteração no voo, impedindo a vinda ao Brasil.

Segundo a Arena das Dunas, o cancelamento foi uma decisão unilateral do clube uruguaio, sem qualquer responsabilidade por parte da administração do estádio. Mesmo assim, o Vasco manteve o dinheiro recebido e chegou a cobrar o pagamento dos R$ 300 mil restantes previstos em contrato.

Na ação judicial, a Arena argumenta que, com a suspensão do jogo, a causa que justificava o pagamento deixou de existir. Para os gestores do estádio, permitir que o Vasco permaneça com o valor configuraria lucro sem causa e prejuízo financeiro à Arena. “O Vasco pretende reter uma vultosa quantia sem ter prestado qualquer serviço”, afirma a administração do estádio em trecho do processo.

O pedido inclui devolução imediata dos R$ 700 mil e reconhecimento de que a Arena não precisa pagar o valor residual. Por sua vez, o Vasco, na época do cancelamento, divulgou nota oficial acusando os organizadores do torneio de descumprirem obrigações contratuais, inclusive quanto à garantia da realização do jogo.