Da redação
Integrantes da cúpula do PT já consideram certa a filiação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ao partido, após 15 anos de sua saída. Marina, que participou da fundação do PT, deixou a sigla em agosto de 2009, criticando os rumos do governo Lula. Embora ainda não tenha anunciado oficialmente sua decisão, ela expressou a dirigentes petistas a intenção de sair da Rede, seu atual partido.
Marina mantém conversas tanto com o PT quanto com PSB e PSOL, tratando de uma possível candidatura ao Senado por São Paulo. O PT argumenta que oferece mais vantagens à ministra, especialmente pelo acesso a um dos maiores fundos eleitorais do país. A legenda promete investir pesado na chapa, ainda em negociação.
No caso de filiação ao PSB, a cúpula petista vê risco de “congestionamento” na chapa em São Paulo, pois o ministro Márcio França (PSB) também pleiteia candidatura ao governo estadual. Caso Lula não convença Fernando Haddad (PT) a disputar o cargo, a aliança pode apoiar França, acentuando o protagonismo do PSB em detrimento do próprio PT.
Apesar de rusgas do passado, como os ataques sofridos por Marina na campanha presidencial de 2014, o PT afirma que a ministra é “muito bem-vinda” de volta. A decisão de Marina é aguardada com a mesma expectativa que a de Simone Tebet (Planejamento), também sondada para compor a chapa apoiada por Lula em São Paulo.
Integrantes da Rede, por sua vez, dizem que Marina ainda não comunicou oficialmente sua saída. Paulo Lamac, porta-voz nacional do partido, afirmou ao PlatôBR que, apesar de disputas internas recentes, isso não seria suficiente para justificar a saída da ministra.





