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Dia Internacional da Educação enfatiza papel central dos jovens


Da redação

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), cerca de 250 milhões de crianças e adolescentes seguem fora da escola no mundo, enquanto até 763 milhões de adultos continuam analfabetos. O alerta foi feito nesta semana no contexto do Dia Internacional da Educação, celebrado anualmente em 24 de janeiro, data proclamada pela Assembleia Geral da ONU em 2018.

Na mensagem para o Dia Internacional da Educação de 2026, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a educação é “um trampolim para maiores oportunidades, dignidade e paz”. Ele destacou que milhões de crianças e jovens ainda estão excluídos da educação devido à pobreza, conflitos, deslocamentos e desastres. Guterres pediu que governos, parceiros e doadores priorizem a educação em políticas públicas e orçamentos, atuando para fechar lacunas de financiamento, acesso e qualidade no ensino.

O secretário-geral ressaltou também a importância de ouvir os jovens e atender às suas reivindicações por professores qualificados, acesso à tecnologia e sistemas de ensino inclusivos e inovadores. O tema do Dia Internacional da Educação 2026 é “O poder da juventude na co-criação da educação”, destacando os jovens como motor de inovação, mudança social e desenvolvimento sustentável.

Apesar de representarem mais da metade da população mundial, muitos jovens enfrentam barreiras persistentes, como pobreza, desigualdade, discriminação e dificuldade de acesso à educação de qualidade e trabalho digno. Para debater essas questões, um evento global será realizado em formato híbrido no dia 23 de janeiro de 2026, na sede da Unesco, em Paris.

A ONU ressalta que a educação é direito humano fundamental, reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos e central na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, especialmente no Objetivo 4, que busca garantir educação inclusiva e de qualidade para todos. Persistem, entretanto, desafios significativos, com grandes disparidades afetando meninas, refugiados e comunidades vulneráveis.