Da redação
O presidente Lula (PT) tem atuado diretamente na montagem de palanques estaduais visando sua reeleição em 2026. Focado nos grandes colégios eleitorais, o petista prioriza articulações no Sudeste e Sul, monitorando também o Nordeste, onde tradicionalmente conquista grandes votações. Segundo aliados, Lula quer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como candidato ao governo de São Paulo, apesar da resistência do próprio ministro em disputar novamente eleições.
O presidente também trabalha para fortalecer a chapa no estado, não descartando a possibilidade de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), disputar o Senado. Em 2022, Lula obteve 11,5 milhões de votos em São Paulo, avanço em relação a 2018. No cenário ideal, aliados desejam uma coligação com nomes como as ministras Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente). Tebet, de Mato Grosso do Sul, poderia disputar por São Paulo, caso altere seu domicílio eleitoral e partido.
Em Minas Gerais, Lula tenta convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) a disputar o governo do estado e articula apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Uma aliança forte é prometida, com chapas locais já cogitadas. No Rio de Janeiro, a parceria com Eduardo Paes (PSD) está definida, tendo a deputada Benedita da Silva (PT) como provável candidata ao Senado.
No Nordeste, Lula observa de perto Bahia e Ceará, governados pelo PT, devido ao risco apontado por pesquisas eleitorais. Para garantir vitórias, incumbiu os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Camilo Santana (Educação), este último envolvido diretamente na campanha pela reeleição de Elmano de Freitas. Na Bahia, o senador Jaques Wagner descartou mudança de candidato, reafirmando apoio à reeleição de Jerônimo Rodrigues.
Outro movimento recente de Lula foi pedir que a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) se candidate ao Senado pelo Paraná, ampliando assim o esforço para consolidar apoios estaduais à sua candidatura em 2026.







