Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta sexta-feira, 2, que os avanços econômicos de seu governo só foram possíveis devido à união entre o Executivo e o Judiciário para “derrotar” os envolvidos na tentativa de golpe após as eleições de 2022. Durante a abertura do Ano Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula ressaltou que a condenação dos acusados foi essencial e serviu como mensagem clara contra ameaças à democracia.
“Todos esses avanços só foram possíveis porque nos unimos e derrotamos aqueles que tentaram destruir a democracia. Porque temos instituições fortes, independentes e comprometidas com a manutenção do estado democrático de direito”, afirmou. Lula também recordou que ministros do STF sofreram pressões e ameaças de morte, mencionando o caso do relator Alexandre de Moraes, alvo de plano de sequestro e execução, segundo investigação da Polícia Federal. O plano incluía ainda Lula e o então vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB).
O presidente ressaltou que o STF não buscou protagonismo nem invadiu outros Poderes. Para Lula, a população quer estabilidade política e justiça social, e não conflitos institucionais.
Lula também abordou a crise recente com os Estados Unidos, relatando ataques externos à soberania nacional em 2025, incluindo a imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades do País. “O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições”, disse, reafirmando a legitimidade democrática.
O discurso do presidente na abertura do Ano Judiciário é incomum, já que o protocolo prevê falas apenas do presidente do STF, do procurador-geral da República e do presidente da OAB. A solenidade reuniu os chefes dos Três Poderes e ocorreu em meio à crise de imagem do STF devido à investigação do Banco Master.





