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Eleições no Sudeste: indefinição, nomes de peso e reflexo direto na corrida nacional


Da redação

O Sudeste, que concentra 43% dos eleitores brasileiros, é peça central nas eleições por seu peso político e estratégico. A formação dos palanques regionais para governos e Senado está diretamente ligada às chapas nacionais, mas os cenários permanecem indefinidos em todos os estados da região.

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) é favorito à reeleição, mas sua decisão de não concorrer à Presidência desfez acordos prévios entre Centrão e empresariado. Lula articula candidaturas fortes, sugerindo nomes como Fernando Haddad, que descarta a disputa, e o vice-presidente Geraldo Alckmin, rejeitado por seu próprio partido, PSB. Simone Tebet pode migrar para São Paulo para disputar Senado ou governo, enquanto o PL busca espaço na chapa da situação e deputados de direita disputam vagas ao Senado.

Minas Gerais tem como incerteza principal a participação de Rodrigo Pacheco (PSD) na corrida pelo governo, nome preferido de Lula. O ministro Alexandre Silveira (PSD) admite candidatura ao governo, caso apoiado por Lula. Do lado da direita, Romeu Zema se lançou ao Planalto, mas pode tentar o Senado se desistir, enquanto Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as intenções para o governo.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com apoio de Lula. O governador Cláudio Castro (PL) deve concorrer ao Senado, exigindo desincompatibilização. No campo conservador, o nome do sucessor ainda está indefinido. Pela esquerda, Mônica Benício (PSOL) e Benedita da Silva (PT) são candidatas.

No Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) não pode se reeleger e não há favoritos claros. O vice, Ricardo Ferraço (MDB), pode disputar o governo, enquanto a direita se fragmenta entre nomes como Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Magno Malta (PL). O PT deve lançar Helder Salomão para federalizar o debate, e Casagrande pode disputar o Senado.