Da redação
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, na quinta-feira (26), a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Decisão semelhante foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizando o acesso aos dados a partir de solicitação da Polícia Federal. A medida fortaleceu a ofensiva da oposição bolsonarista, que busca associar o governo do presidente Lula (PT) a supostos casos de corrupção.
Desde o início das investigações que apuram fraudes no INSS, a base aliada tenta dissociar o governo petista dos episódios. Enquanto isso, adversários intensificam a exposição do nome de Lulinha na CPMI, numa tentativa de desgastar politicamente Lula e influenciar o cenário eleitoral dos próximos anos.
Lulinha, empresário e filho mais velho do presidente Lula, já foi alvo de diversas especulações, muitas sem comprovação, como boatos de que seria dono da Friboi ou de luxo como uma “Ferrari de ouro”. Agora, ele aparece mencionado em documentos e mensagens interceptadas na apuração sobre descontos irregulares aplicados a benefícios do INSS.
A investigação aponta a existência de supostos pagamentos, como uma “mesada” de R$ 300 mil, ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e à empresa de Roberta Luchsinger, com quem Lulinha teve relações pessoais e comerciais. Não há, até o momento, acusação formal contra Lulinha, mas a comissão decidiu avançar na abertura dos sigilos para apurar possíveis irregularidades.
Do lado do governo, o presidente Lula afirma que o filho deve ser punido caso haja ilícitos, enquanto a defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em irregularidades. A oposição, por sua vez, promete manter o tema em debate nas sessões da CPMI e nas redes sociais até as eleições de 2026.






